Quest Log #02: Um título de robôs gigantes indispensável do Nes!

Metal Storm
Desenvolvedora: Tamtex
Publicadora: Irem
Plataforma: Nintendo Entertainment System
Gênero: Ação, plataforma
Lançamento: Fevereiro de 1991 (NA)






Pegue dois clássicos do NES: Mega Man e Contra. Adicione robôs gigantes. Pronto, aí está a fórmula de um jogaço para o console. Desenvolvido pela Tamtex e publicado pela Irem, a mesma empresa de R-Type, Metal Storm é um jogo de ação e plataforma, com tiroteios frenéticos e até mesmo controle da gravidade! Mais um jogo dessa quest que encarei às cegas, apenas assistindo alguns gameplays, mas me surpreendi bastante.

A arma laser destruidora

A arma laser ameaçadora em Plutão
O ano é 2501 e a humanidade já se encontra bastante avançada tecnologicamente. Tanto, que foi capaz de instalar uma arma laser em uma estação espacial em Plutão. A intenção da arma laser é defender a Terra de eventuais ataques de aliens hostis. Contudo, a população entrou em desespero quando um problema na estação fez com que o laser ficasse louco e mirasse os planetas do nosso próprio sistema. Netuno foi o primeiro planeta a ser destruído, e agora o laser destrutivo mira a Terra. A missão do jogador é se equipar com um poderoso traje de batalha (o Mecha da capa do jogo) e se infiltrar na estação espacial, a fim de acionar a sequência de auto-destruição do laser. Com isso, temos que pegar nosso traje M-308 Gunner e partir pra Plutão, em 7 fases repletas de robôs a serem destruídos e obstáculos tecnológicos. O jogo é bem curto, dá pra finalizar em uma tacada só e você nem sente o tempo passar. Ele ainda conta com um sistema de password, se você quiser dar uma pausa e voltar a jogar depois. Para aqueles jogadores mais "hardcore", ao finalizar a primeira vez, o jogo ainda traz uma segunda quest, onde ele fica mais difícil, prolongando o tempo da jogatina.


Tiros, robôs e... controle da gravidade!

Sempre que a coisa apertar, 
dê uma mudada de perspectiva!
Quem já jogou Contra e outros Run and Gun similares, já vai jogando esse aqui de maneira bem mecânica. É um botão pra atirar e um pra pular, apenas isso. Mas não vá pensando que o jogo é simples e não há mais surpresas. Metal Storm conta com uma inovadora mecânica de controle da gravidade, onde apertando para cima junto com o botão de pulo, o robô sobe para o teto e fica tudo de cabeça para baixo, inclusive trazendo alguns inimigos para o teto junto com ele também. Para voltar para o chão, basta o jogador fazer o inverso: apertar pra baixo junto com o botão de pulo. Essa mecânica é extremamente interessante, pois o level design das fases usa e abusa dessa habilidade, tornando o jogo uma experiência divertida e interessante para o jogador.
Metal Storm ainda traz diferentes power-ups, que tornam seu robô mais poderoso e permitem executar diferentes ações. São eles: um tiro mais forte e que atravessa paredes (bem útil, inclusive. Acho que foi o que eu mais usei no jogo), simbolizado pela letra "P", um escudo que pode mudar a direção, simbolizado pela letra "S", um item que faz com que o robô fique envolto em chamas quando muda a gravidade, simbolizado pela letra "G", e um que lhe permite receber mais um hit antes de morrer, simbolizado pela letra "A". O único ponto negativo que acho nesse sistema de power-ups é que eles não se acumulam, você só pode carregar um por vez, exceto pela armadura extra (o item "A") que é o único que acumula. Também acho a variedade de Power-ups meio baixa, mas isso não é algo que venha a estragar a diversão.


Level design espetacular

O interessante na mecânica de mudança de gravidade é o level design do jogo, onde cada fase traz uma experiência diferente para o jogador usar essa habilidade. É genial ver como as fases são estruturadas e como os inimigos e itens são colocados, fazendo o jogador pensar em como seguir o melhor caminho sem tomar dano, já que se não tiver a armadura extra, um hit = morte. Até os chefões se valem dessa mecânica, tornando as batalhas bem divertidas.
M-308 Gunner, nosso querido robô
O jogo em si é bem fácil, já que possui continues infinitos e até mesmo um sistema de password. Além disso, ao gastar um continue, o jogador volta ao início da fase, e pode tentar quantas vezes quiser. Com isso, Metal Storm se torna um título excelente de se jogar, bom pra dar uma descontraída mesmo. Mas, se o jogador quiser aumentar o desafio, ao zerar pela primeira vez, o jogo lhe dá a possibilidade de jogar de novo, agora com um nível mais difícil, onde os inimigos possuem mais vida. Assim, se torna um jogo indicado para todo tipo de jogador.


Segundo jogo zerado dessa Retro Quest e segunda surpresa. Assim como Wario Land II, me diverti bastante jogando Metal Storm e consegui zerar em pouco tempo de jogo, por ser um título bem curto, até. Esse jogo é uma daquelas joias obscuras de um console, o qual não é muito conhecido, mas devia ser por ser simplesmente excepcional. A jogatina de Metal Storm é extremamente recomendada.



- Retro Quest status:
Total de jogos: 2/561
Jogos de NES finalizados: 1/75
Metal Storm: Recomendado!

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